Camelos podem tomar 200 litros de água de uma só vez.
Os rins e intestinos do camelo são muito eficientes na retenção de água. Sua urina sai em forma de um espesso xarope e suas fezes são tão secas que podem ser utilizadas para fazer fogo. A água é acumulada em sua corrente sanguínea, onde seus glóbulos vermelhos podem aumentar em até duzentos e cinquenta por cento seu volume para acumulá-la. Outras adaptações à vida no deserto incluem: uma pelagem esparsa e suave que permite refrigeração, variando do branco-sujo ao bege-claro ou castanho-escuro; suas patas, que têm base larga, com uma área que impede que se enterrem na areia; além de longos cílios que protegem os olhos do animal durante tempestades de areia.

A sua capacidade para resistir a longos períodos sem água é devido a uma série de adaptações fisiológicas. Suas células do sangue são vermelhas e têm um formato oval, ao contrário dos outros mamíferos, que são circulares. Isso facilita o seu fluxo em um estado de desidratação. Estas células são também mais estáveis, a fim de suportar a variação osmótica elevada sem ruptura quando se bebe grandes quantidades de água. Em outras palavras, suas células não correm o risco de estourarem com facilidade por causa do líquido em grande quantidade dentro das mesmas. Esses glóbulos ovais vermelhos não são encontrados em qualquer outro mamífero, mas estão presentes em répteis, aves e peixes.
